Revista Brasileira de Práticas Públicas e Psicopatologia – ISSN 2447-6137
Juvenicide in the state of São Paulo
Juvenicidio en el estado de São Paulo
Reginaide Aparecida da Silva
DOI: https://revistapathos.com.br/11-volume-numero-1-2025-template-juvenicidio/
Palavras-chave: Adolescência; Homicídios; Território.
Resumo
O presente trabalho busca analisar o contexto territorial de adolescentes na faixa entre 12 a 17 anos, que sofreram violência letal entre os anos de 2017 a 2023 na Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte no estado de São Paulo. A análise e o mapeamento proposto foram realizados a partir dos dados quantitativos obtidos junto a Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo (SSP – SP) que possuíam como causa da morte homicídio doloso. Os dados analisados apontam que os homicídios vitimizam principalmente jovens brancos, do sexo masculino, vinculados aos municípios de Cruzeiro, Lorena e Taubaté, indicando que os jovens destes municípios estão inseridos em um contexto de conflito territorial. No que se refere a faixa de idade é possível observar que na Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte há maior distribuição de homicídios entre todas as faixas etárias, sendo observado que a população jovem passa a correr risco de sofrer violência letal a partir dos 14 anos de idade e o risco é intensificado para população na faixa de 16 e 17 anos.
Referências
Almeida, C. R., & Marino, A. S. (2019). Minority report da negritude: Um levantamento histórico sobre a exclusão social da população negra no Brasil. *Direitos Humanos & Emancipação, 2*, 11–24. Brasil. (2011, 18 de novembro).
*Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011: Lei de Acesso à Informação*. Brasília, DF: Presidência da República. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011 2014/2011/lei/l12527.htm
Correia, J. (2020) Monteiro Lobato, um pai eugenista. Alma Preta. https://almapreta.com.br/sessao/quilombo/monteiro-lobato-um-pai-eugenista/
Euzébios Filho, A. (2023). *Trauma psicossocial entre o fatalismo e a conscientização: Martín-Baró para pensar o Brasil e a América Latina*. Curitiba: CRV; São Paulo: IPUSP.
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. (2022). *Censo Demográfico 2022*. Rio de Janeiro: IBGE. https://censo2022.ibge.gov.br/panorama/index.html?localidade=N2[3]
Martín-Baró, I. (2000a). Guerra y trauma en la niñez. In A. Blanco & L. De la Corte (Orgs.),
*Poder, ideología y violencia* (pp. 289–332). Madrid: Trota. Martín-Baró, I. (2000b).
Guerra y salud mental. In A. Blanco & L. De la Corte (Orgs.), *Poder, ideología y violencia* (pp. 333–374). Madrid: Trota.
Mbembe, A. (2018). *Necropolítica: Biopoder, soberania, estado de exceção, política da morte* (R. Santini, Trad.). São Paulo: N-1 Edições.
Sá, R. L. (2023). Metodologias arqueológicas para o pesquis-a-dor social. *Diálogos em Educação, 4*(2), 1 26. São Paulo. (2012, 9 de janeiro).
Sposati, A. (2009). Modelo brasileiro de proteção social não contributiva: Concepções fundantes. In *Concepção e gestão da proteção social não contributiva no Brasil*. Brasília: Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome; UNESCO.
Valenzuela Arce, J. M. (2015). Ayotzinapa: Juvenicidio, necropolítica y precarización. In M. Moraña & J. M. Valenzuela (Orgs.), *Precariedades*. Cidade do México: Universidad Autónoma Metropolitana; Gedisa.