PATHOS

Revista Brasileira de Práticas Públicas e Psicopatologia – ISSN 2447-6137

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Trajetória e resiliência de uma migrante acadêmica

The trajectory and resilience of an academic migrant

La trayectoria y resiliencia de un migrante académico.

María Victoria Velásquez Calderón

DOI: https://dx.doi.org/10.59068/24476137academicamigrante

Palavras-chave: migração, bolsa de estudos, pós-graduação

Resumo

Minha migração não foi apenas física, mas foi também uma migração narrativa: precisei aprender a contar de mim, para os outros e para mim, a mesma história, em outro idioma, em outro contexto, com uma perspectiva diferente sobre mim. Migrar, junto com tudo o mais, também me permitiu ter a oportunidade de compartilhar e aprender com outras culturas, um sonho que acalento desde a graduação. Dentre tudo o que integra tudo o mais, esse aprendizado tem sido uma experiência enriquecedora, inestimável e revigorante: o convívio com pessoas de outros países, a oportunidade de aprender uma nova língua, de descobrir outros costumes, de ampliar meus horizontes e expandir minha forma de pensar.
Não posso negar que emigrar implicou uma renúncia íntima e múltipla, pois deixei para trás não apenas um território, mas também uma paisagem emocional construída ao longo de décadas. Significou separar-me dos meus filhos, do meu marido e da universidade que, durante quinze anos, foi o meu espaço de trabalho e de pertencimento. Esta decisão, longe de ser impulsiva, foi um ato consciente de coragem em prol da continuidade profissional e acadêmica, em que cada pequeno avanço burocrático ou intelectual foi vivido como uma conquista pessoal, e cada amanhecer longe dos meus entes queridos foi também um passo rumo à reinvenção do meu lugar no mundo.
 mas considerada indigna dessa atuação profissional, cabendo a ela, somente, trabalhos subalternos. .

Referências

Nussbaum, M. (2012). Crear capacidades. Propuestas para el desarrollo humano. Madrid:
Paidós.

Como citar

Calderón, M.V.V. (2026). Trajetória e resiliência de uma acadêmica migrante. Pathos: Revista Brasileira de Práticas Públicas e Psicopatologia, v. 12, n.1, 168-177. https://dx.doi.org/10.59068/24476137academicamigrante

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