Revista Brasileira de Práticas Públicas e Psicopatologia – ISSN 2447-6137
Disturbed Subjects of the Earth:
mental health, racism, and subjectivity in Black youth
Trastornados de la Tierra:
salud mental, racismo y subjetividad en la juventud negra
https://dx.doi.org/10.59068/24476137transtornadosdaterra
Autor:
Andréia Alves Teixeira
Palavras-chave: saúde mental; racismo estrutural; subjetividade; juventude negra; clínica antirracista.
Resumo
Este artigo discute a relação entre saúde mental e racismo estrutural, problematizando a compreensão dos transtornos de humor e de personalidade na juventude negra. Trata-se de um estudo teórico de caráter crítico, fundamentado em autores como Frantz Fanon, Neusa Santos Souza, Sueli Carneiro, Grada Kilomba e Cida Bento. Argumenta-se que o sofrimento psíquico da população negra é frequentemente individualizado e patologizado, desconsiderando seus determinantes históricos, sociais e raciais. Ao articular clínica e política, o texto propõe a construção de uma escuta antirracista e descolonizada, capaz de reconhecer a historicidade do sofrimento e contribuir para processos de reparação subjetiva.
Referências
Almeida, C.R. (2024) O Encarceramento e morte juvenil: em busca da (inal)cansável Elysium. In: KUNZ, Sidelmar Alves da Silva et al. (org.). Educação infantil, políticas educacionais e direitos humanos. Culturatrix. 63-72. https://doi.org/10.4322/978-65-86889-40-6
Almeida, C. R.; Sá, R. L. (2023). Panorama socioeducativo brasileiro das Medidas de privação e restrição de liberdade. Pathos: Revista Brasileira de Práticas Públicas e Psicopatologia, v. 9, n.1, 08-35. https://dx.doi.org/10.59068/24476137panoramasocioeducativobrasileiro
Brasil. Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. (2025). Levantamento nacional do SINASE 2024. Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa. (2018). Óbitos por suicídio entre adolescentes e jovens negros: 2012 a 2016. Ministério da Saúde.
Bento, C. (2022). O pacto da branquitude. Companhia das Letras.
Carneiro, S. (2023). O dispositivo de racialidade. Companhia das Letras.Fanon, F. (2008). Pele negra, máscaras brancas. EDUFBA.
Fanon, F. (2022). Os condenados da terra. Zahar.
Ferenczi, S. (2011). Confusão de língua entre os adultos e a criança. In Psicanálise IV (2. ed., Obras completas de Sándor Ferenczi, v. 4). São Paulo: WMF Martins Fontes.
Fórum Brasileiro de Segurança Pública. (2025). 19º Anuário brasileiro de segurança pública. Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Hooks, b. (2021). Tudo sobre o amor: Novas perspectivas. Elefante.
Kilomba, G. (2019). Memórias da plantação. Cobogó.
Mbembe, A. (2018). Necropolítica. n-1 edições.
Nascimento, A. (2017). O genocídio do negro brasileiro. Perspectiva.
Nogueira, I. B. (2021). A cor do inconsciente. Perspectiva.
Schucman, L. V. (2020). Entre o encardido, o branco e o branquíssimo. Veneta.
Souza, N. S. (2021). Tornar-se negro. Zahar.
Smolen, J. R., Araújo, E. M., Oliveira, N. F., & Santana, P. (2017). Raça/cor da pele e transtornos mentais no Brasil: uma revisão da literatura. Ciência & Saúde Coletiva. https://doi.org/10.1590/1413-812320172212.19782016
Revista Brasileira de Práticas Públicas e Psicopatologia – Qualis B3 – DOI 10.59068/24476137 © 2024
ISSN 2447-6137
![]()
A Pathos: revista brasileira de práticas públicas e psicopatologia is licensed under Creative Commons (CC BY-NC-ND 4.0)